Aprendendo com o cinema

Ontem nós falamos sobre a importância do aprendizado em rede. A agenda internacional sobre meio ambiente é multidisciplinar e é importante saber conectar os pontos da rede para transformar informações em ações. Isso se aplica também para o nosso aprendizado: devemos estar constantemente buscando novas formas de aprender. É por isso que a reunimos 10 filmes para auxiliar vocês na preparação para o comitê e ao mesmo tempo curtir um fim de tarde ou final de semana com os amigos ou família! Aí vai nossa lista:

1 – A Era da Estupidez [The Age of Stupid]



O filme se passa em 2055 e conta uma história que mistura elementos de ficção, animações ilustrativas e realidade. Em um grande arquivo isolado no Ártico está guardado todo o conhecimento produzido pela humanidade. O arquivista que conduz a narrativa do filme, interpretado por Pete Postlethwaite, questiona nossa capacidade de ação. Nos dias de hoje, a trama mostra histórias paralelas – e reais – sobre a indústria de combustíveis fósseis, desperdício, pobreza, crianças que convivem com as guerras no Oriente Médio e derretimento de geleiras.

Uma citação do filme: “Muitas ideias tentaram conquistar o mundo, mas só uma prosperou: o consumismo. Três mil propagandas nos bombardeiam diariamente dizendo que seremos mais felizes, mais atraentes.” [Dirigido por Franny Armstrong. 2009.  Trailer]

2 – A Enseada [The Cove]

Premiado em vários festivais de cinema pelo mundo e vencedor do Oscar 2010 como Melhor Documentário, o filme denuncia a matança de golfinhos na costa do Japão com imagens e dados que chocam. A maior parte é filmada na cidade de Taiji, onde a equipe enfrenta todos os tipos de perseguições e proibições para fazer imagens e coletar informações sobre o assunto. A estimativa é que 23 mil animais são mortos por ano no país. As autoridades japonesas sugerem que os golfinhos (que comem peixes) são responsáveis pelo declínio da pesca mundial e, portanto, a caça “é controle de pragas”.

Uma citação do filme: “O sorriso de um golfinho é a maior enganação da natureza. Cria a ilusão de que estão sempre felizes. Você tem que vê-los na natureza para compreender porque o cativeiro não funciona.” [Dirigido por Louie Psihoyos e Fisher Stevens. 2009. Trailer]

3 – Alimentos S.A [Food, Inc.]

“O tomate não é mais um tomate, é um conceito de tomate.” Essa é uma das muitas passagens do filme Food, Inc que tenta desconstruir a imagem que temos (ou que não temos) sobre os alimentos que consumimos. A cadeia de produção, as viagens que os alimentos fazem ao redor do mundo até chegar ao prato dos consumidores, as patentes de sementes, os alimentos transgênicos, o sistema alimentar industrial, as condições de trabalho nas fábricas e os mecanismos da indústria e de preços são alguns dos assuntos abordados no filme.

Uma citação do filme: “Queremos pagar o mínimo possível pelos nossos alimentos, mas não entendemos que isso tem um custo. (…) Comer bem ficou mais caro que comer mal. São necessárias políticas para que a cenoura fique mais barata que as batatas fritas.” [Dirigido por Robert Kenner. Trailer – em inglês]

4 – Wall-E

Ruídos eletrônicos são a principal linguagem dos personagens robôs dessa animação que quase não têm diálogos convencionais. Depois que a Terra ficou inabitável, os seres humanos passaram a viver em uma nave espacial e deixaram robôs fazendo o serviço de limpeza na Terra. Wall-E funciona com energia solar e tem como função principal recolher e compactar lixo. De forma lúdica, traz à tona a problemática da geração de resíduos em todos os cantos do planeta – e será que um dia, com tanto lixo, seres humanos não conseguirão mais viver aqui? O filme ganhou o Oscar 2009 como Melhor Animação.

Uma citação do filme: “O número de toxinas encontradas tornou a vida na Terra impossível de se sustentar”. [Dirigido por Andrew Stanton. 2008. Trailer]

5 – A História das Coisas [The Story of Stuff]

A História das Coisas já foi visto por mais de 7 milhões de pessoas, em 200 países. O projeto é resultado de mais de 10 anos de pesquisa sobre sistemas de produção de bens de consumo feita pela ativista ambiental Annie Leonard. Ela viajou por cerca de 40 países para entender a nossa lógica de consumo, que vai desde a extração de matérias-primas até o descarte. Annie se disse motivada a entender “um sistema baseado na destruição dos recursos naturais e na geração de lixo” e, no vídeo, passa as informações de forma bastante didática. A História das Coisas dura pouco mais de 20 minutos e está disponível na internet.

Uma citação do filme: “Estamos estragando este lugar tão rapidamente, que estamos deteriorando a própria capacidade do planeta de ter gente morando aqui.”

6 – Lixo Extraordinário

O trabalho de Vik Muniz, artista plástico brasileiro que vive nos EUA, chegou a Jardim Gramacho, um dos maiores aterros de lixo do mundo, localizado no Rio de Janeiro. A ideia era conhecer a realidade em que viviam os catadores do lugar e mostrar como o elemento básico com o qual trabalham todos os dias – o lixo – pode se transformar em arte. O interessante do projeto é que a renda acumulada com a venda de obras produzidas no local foi revertida para a própria comunidade de catadores, o que mudou a vida de muita gente. O filme expõe os impactos sociais e ambientais dos desperdícios gerados diariamente em toda a sociedade. Foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2010.

Uma citação do filme: “É tanto excesso que a coisa se transforma até em arte.” [Dirigido por João Jardim, Lucy Walker e Karen Harley. Trailer]

7 – Flow

Vencedor de diversos prêmios, Flow foi apresentado na ONU como parte do 60º Aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. O filme mostra todos os problemas originados na sociedade a partir da perspectiva do consumo de água, elemento básico para a vida humana. O documentário deixa claro que o problema de abastecimento e a lógica desse mercado não são problemas distantes: estão acontecendo agora em todo o mundo. A pergunta que o filme não cala é: Quem é o dono da água? Quem tem poder sobre ela?

Uma citação do filme: “Água é um recurso natural, é um recurso comum. Não é uma propriedade.” [Dirigido por Irena Salina, 2008. Trailer – em inglês]

8 – Mataram Irmã Dorothy


O documentário, lançado em 2007, é mais do que atual. Mostra o desafio de se colocar em prática projetos de desenvolvimento sustentável na região da Amazônia. Como pano de fundo, é explorada a morte da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang, que escolheu viver no Pará para ajudar a colocar em prática o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) na região. Criado em 1999, ele divide terras públicas ou desapropriadas em lotes destinados a comunidades e incentiva a produção auto-sustentável. Um dos objetivos é dar condições de trabalho e moradia às famílias, sem que, para isso, seja necessário o estímulo ao uso inconsequente da terra.

Uma citação do filme: “Como podemos chamar a atenção para o que está acontecendo, para que as pessoas tenham a chance de viver e aproveitar as belezas da magnitude da floresta?” [Dirigido por Daniel Junge. Trailer]

9 – Home


O documentário é inteiro filmado “de cima”. As impagáveis vistas aéreas dialogam com os mais variados assuntos relacionados ao “lar” onde vivemos: a evolução dos seres humanos na escala de tempo geológica, a industrialização, a agricultura (citada no filme como a nossa primeira grande revolução), a descoberta do petróleo, as extrações de minerais, a troca de produtos entre países, os hábitos de consumo criados ao longo do tempo e os impactos que estamos vivendo com tudo isso. É um resumo da civilização humana que reúne informações como a de que, desde 1950, alteramos mais a terra do que em 200 mil anos da nossa história. O documentário foi lançado em 2009.

Uma citação do filme: “O nosso ecossistema não tem fronteiras. Onde quer que estejamos, as nossas ações terão repercussões.” [Dirigido por Yann Arthus-Bertrand. Trailer]

10 – Uma Verdade Inconveniente

O documentário idealizado pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore fez tanto sucesso que ganhou o Oscar de Melhor Documentário em 2007. Muito embora alguns cientistas discordem sobre as reais causas do aquecimento global, o filme traz uma análise da atual situação do clima na Terra com números importantes e algumas constatações “inconvenientes”. Al Gore propõe um olhar mais preocupado ao que está acontecendo em relação às mudanças climáticas.

Uma citação do fime: “Nossa habilidade para viver no planeta Terra para ter um futuro como civilização é um problema moral.” [Dirigido por Davis Guggenheim. Trailer]

Fonte: Revista Super Interessante

Sobre redes e aprendizado

Olá delegados,

tudo bem com vocês?

Estamos um pouco sumidos, mas agora a equipe da UNCED 1992 nesse MINIONU 15 Anos, está de volta para trazer para vocês mais informações e conteúdos relevantes na sua preparação até Outubro.

Nosso diretor, o Leo Duarte, participou durantes muitos anos como delegado e por 3 vezes foi diretor no MINIONU. Ao longo dessa jornada, ele aprendeu muito sobre as temáticas dos seus comitês: desde a relevância da proteção de bens culturais tangíveis e intangíveis até a complexidade das relações políticas no Oriente Médio na configuração da segurança mundial. Entretanto, existe no MINIONU uma oportunidade de aprendizado que vai muito além das páginas do Guia de Estudos e das postagens no blog.

cooperaçãoNesses muitos anos dentre dos modelos das Nações Unidas, um dos principais aprendizados do nosso diretor, foi sobre como aprender um com outro, ou como esse modelo de aprendizagem é conhecido: peer-to-peer (colega para colega). Nosso papel como diretores de comitê é oferecer a vocês, delegados, a estrutura necessária para que vocês possam se desenvolver e empenhar da melhor forma possível o seu papel dentro da nossa Conferência. Ainda assim, existe um grande potencial de aprendizado e trocas que pode ocorrer entre vocês.

Gostaríamos de encorajar a todos a troca de informações e auxílio mútuo nessa preparação para que tenhamos um comitê nivelado e bem preparado. Vale lembrar que para o sucesso do nosso comitê é impreterível que TODOS tenham uma participação ativa e relevante. Todos vocês estão agora passando pelo mesmo momento e o que é sua dúvida pode ter sido de um outro delegado também que talvez, já tenha encontrado a solução.

Um dos principais desafios que vamos enfrentar dentro da Conferência é a busca pela cooperação. Que tal começarmos a praticar ela no nosso dia a dia?

Em breve, mais novidades aqui no nosso blog.

Conheça o Secretariado da Conferência

6939447724_d1ddb62a68_bEu sou Leonardo Duarte, graduado em Relações Internacionais pela PUC Minas e especialista em Empreendedorismo Social e Desenvolvimento Sustentável pela Grande École IESEG School of Management, em Lille na França. Atuei como diretor de comitê em 3 edições do MINIONU e fui membro da delegação do Grupo Majoritário de Crianças e Jovens para a Rio+20. Pelo meu trabalho com desenvolvimento comunitário fui reconhecido como Global Changemaker pelo Conselho Britânico e fui convidado a ser o Fundador-Curador do HUB Belo Horizonte do Global Shapers, uma iniciativa do Fórum Econômico Mundial. Voltei recentemente de uma imersão na Mondragón Team Academy, escola Basca de inovação social, onde aprofundei meu conhecimento em empreendedorismo de equipe e atualmente sou consultor de educação informal e empreendedorismo focado em metodologias colaborativas e inovadoras. Sou também facilitador do Jogo Oasis BH e do TEDxBeloHorizonte.

luiz“É com enorme prazer que eu, Luiz Terra, dou as boas vindas aos senhores delegados. Sou graduando em Relações Internacionais pela PUC Minas, fui diretor-assistente do preterido comitê da OUA 1982 na 14ª edição do MINIONU. Formado em nível técnico em História em Quadrinhos pela Casa dos Quadrinhos em Belo Horizonte, fui convencido a seguir minha vocação artística na faculdade de Artes Plásticas pela UEMG, na qual permaneci até perceber que meu lugar não era ali. Humanista Universalista e zen-budista, ingressei nas Relações Internacionais a fim de projetar minha preocupação com o mundo em soluções pragmáticas.”

natalia“Após três participações no MINIONU como delegada e alguns anos longe das simulações, é com enorme prazer que eu, Natália Martins, retorno ao comitê UNCED 1992 como diretora-assistente. Sempre acreditei que a análise do passado nos dá um entendimento melhor dos acontecimentos do presente e nos permite delinear o futuro. Por isso, a importância desse comitê – que aborda temas que não se limitam somente ao meio ambiente, mas que abrangem também economia, sociedade, cultura, cooperação e desenvolvimento. Assim, agradeço o convite e a oportunidade do sempre amigo Leonardo Duarte; a participação dos senhores delegados e espero poder contribuir com a minha experiência e atender às expectativas de todos. Desejo um ótimo trabalho a vocês e que as lições discutidas aqui possam servir de exemplo para o crescimento pessoal de cada um.”

 

O Clube de Roma

Opa! Espera aí… a Conferência não é no Rio?!

Sim, vocês estão certíssimos! A nossa Conferência será no Rio em 92, mas o Clube de Roma é parte fundamental na nossa preparação até que cheguemos lá.

“Em abril de 1968, um pequeno grupo internacional de profissionais das áreas de diplomacia, indústria, academia e sociedade civil reuniram-se numa vila silenciosa em Roma. Invitados pelo industrialista italiano Aurelio Peccei e o cientista escocês Alexander King, reuniram-se para discutir o dilema do pensamento que prevalece a curto prazo nas relações internacionais e, particularmente, as suas preocupações com relação ao consumo de recursos ilimitados num mundo em constante interdependência.”

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Um dos principais resultados desse encontro foi o relatório: Os Limites do Crescimento, de 1972 que você confere uma releitura dele em perspectiva clicando aqui.

Para conferir os demais relatórios produzidos pelo Clube de Roma, basta clicar aqui.

Nosso Futuro Comum

imagesO ano é 1983. Ao perceber o deterioração das condições do meio ambiente humano e dos recursos naturais do nosso planeta, o Secretário Geral das Nações Unidas, Javier Pérez de Cuéllar, convoca Gro Harlem Brundtland para ser a presidente da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

A missão é uma só: reunir as nações na busca por um desenvolvimento mais sustentável juntos.

Em 1987, a comissão teve seu trabalho final divulgado. Clique aqui para conhecer o que eles apontaram como Nosso Futuro Comum.

 

Enquanto isso em 1972…

Prezados delegados,

ao fazer o convite para que voltássemos aquele Junho de 1992, nosso propósito é estimulá-los a compreender mais a fundo o histórico da agenda sobre meio ambiente e desenvolvimento internacional. Entretanto, é necessário ir um pouco mais além. A primeira grande conferência realizada pela Organização das Nações Unidas, aconteceu em Estocolmo, no ano de 1972.

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Recomendamos a vocês estudarem um pouco mais sobre como foi esse encontro. A boa notícia é que no 9º MINIONU a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, Estocolmo 1972, foi simulada e vocês podem baixar o Guia de Estudos, clicado aqui.

A declaração final da Conferência pode ser encontrada aqui. Bons estudos!

Sejam bem vindos a Rio 92!

 

Estimados delegados,

é com enorme prazer que lhes dous as boas vindas a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Esse ano, voltaremos no tempo até 1992, na cidade do Rio de Janeiro, para debater e buscar juntos soluções para um dos maiores problemas do nosso tempo: a relação desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Essa questão que é tão delicada e multidisciplinar, com certeza promoverá debates calorosos que sem dúvida irão contribuir para o crescimento acadêmico e pessoal de todos vocês. Espero por meio desse blog, fornecer um material de suporte para os estudos dos senhores, lembrando que a sua pesquisa deverá ir muito além do que se encontra aqui.

Todos nós do secretariado da UNCED 1992, desejamos a todos vocês uma excelente preparação para o MINIONU 15 Anos!

Fiquem a vontade para entrar em contato conosco sempre que quiserem tirar dúvidas, fazer sugestões ou críticas.

Cordial abraço,

Leo Duarte
Secretário Geral da UNCED 1992